Bangkok: a capital da exótica, misteriosa e acolhedora Tailândia

Bangkok Thailand Wat Benchamabophit Featured VDT

Ahhh Bangkok! A cidade que foi tema do filme “Se beber não case 2”, além de ter todo aquele lado louco como é abordado no filme é, também, uma cidade de muita história e espiritualidade.

Bangkok ou Banguecoque, ou ainda, Krung Thep (em tailandês) é a capital da Tailândia. Em tradução literal, seu nome significa “cidade da Divindade”. Um centro urbano super moderno, ocidentalizado e com a vida noturna mega-agitada, mas que não abandona suas tradições.

Pra quem não sabe, lá ainda é uma monarquia, regida atualmente pelo Rama X, filho do Bhumibol Adulyadej ou Rama IX, que foi o monarca que reinou por mais tempo e o chefe de Estado mais antigo, em serviço, de todo o mundo. Ele era extremamente querido pelo seu povo.

A Tailândia tem um variedade de clima, tipo de turismo e região, muito grandes. A única característica predominante é o calor e a simpatia do povo. Aprendemos com os locais, que lá existem 3 estações do ano: hot, very hot e fucking hot.

Você também pode desfrutar de regiões extremamentes tradicionais, regiões de praias altamente ocidentalizadas e com muita vida noturna e até mesmo região de montanha (em Chiang Mai, que pertence a Cordilheira do Himalaia).

E o que vamos falar hoje?

 

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Por dentro de Bangkok

Bangkok é extremamente quente! Mesmo quem está acostumado com o calor do RJ, sofre por lá. A cidade também é bem poluída, mas tudo isso é compensado pelo carisma do seu povo.

Eu diria que 90% dos tailandeses falam inglês! Em Bangkok então, até vendedor de barraquinha fala! Eles são muito prestativos, te ajudam quando está perdido e mesmo aqueles que não falam inglês, vão tentar te ajudar com gestos.

Evite ir no período de Julho a Outubro, que é a época das monsões. Chove muito e você vai “perder” seu tempo, pois os passeios serão prejudicados.

A principal porta de entrada da Tailândia é o Aeroporto Internacional Suvarnabhumi (até hoje não sei falar isso direito, hahhaha). De lá para Bangkok é um pulo! Você pode pegar o Airport Rail Link que possui 2 opções: o serviço local (demora 30min até a estação Phaya Thai e custa 45B) ou o express (demora 15min até a estação Makkasan e custa 90B). O serviço é muito bom e tem espaço paras as malas!

Mas quem optar pelo táxi, fique preparado para o trânsito! A corrida costuma sair em média de 200B a 300B mais uma taxa de 50B de pedágio.

Roteiro de 3 dias em Bangkok

Se você acompanhou meu Roteiro pelo Japão, já deve ter reparado que eu deixo sempre a capital pro fim da viagem. Afinal, é onde geralmente tem as melhores regiões para compras. Assim, só gasto o que realmente sobrar da viagem e não extrapolo o orçamento. #ficaadica

Chegada na Tailândia: a ambientação, o primeiro contato com a cultura e comida diferentes e, claro, a barganha!

Bangkok Thailand Aeroporto

Ou seja, chegamos em Bangkok, passamos apenas o primeiro dia (já que chegamos no meio do dia). O Vara, primo da minha mãe, fez a gentileza de ir nos recepcionar no aeroporto.

Ele é muito engraçado e todo acelerado. Quando chegamos, ele já estava lá, cheio de panfletos de turismo e café na mão! Pois é, asiáticos são viciados em café. No Japão, fiquei surpresa com a variedade de café. E na Tailândia não foi diferente.

Bangkok Thailand Vara vdt

Ele nos levou para trocar dólares por Thai Baht, mas não faço a menor ideia de onde estávamos indo. Depois ele levou a gente até uma loja de eletrônicos, pois queríamos comprar mais cartão de memória.

Como a gente não levou notebook, para ficar com as mochilas mais leves, a gente não sabia de quanto em quanto tempo conseguiríamos esvaziar as câmeras. Ter cartão de memória extra, era crucial.

Pagamos 990B num micro SD extreme, numa loja de shopping (para se ter ideia, hoje, numa loja online no Brasil, esse cartão está saindo por 150 reais) =S

Ele levou a gente para comer e depois explicou coisas cruciais para a nossa viagem, como:

Bangkok Thailand Thai Baht vdt
  • Jamais beber água não engarrafada e lacrada;
  • Explicou o valor de cada nota e de cada moeda;
  • Nos ensinou como comprar comida em praças de alimentação: lá você vai no caixa, paga um valor ‘X’ que escolher e vai receber um cartão com esses créditos. Depois você deve ir no restaurante que gostou e passar esse cartão. No final, se sobrar saldo dentro do cartão, basta voltar ao caixa e pegar seu dinheiro de volta. Isso parece trabalhoso né?! Mas é por pura cultura de higiene. Já que dinheiro é sujo, não se mistura no mesmo ambiente onde se pega a sua comida;
  • Outra dica, ainda sobre restaurantes, é que eles costumam ter um local para os talheres e ao lado, tem uma água quase fervente que serve para esterilizar o talher. Então, você pega o garfo/colher e mergulha ali para poder usar,
  • Não é comum comer com faca lá. Na real ,é bem comum você comer com as duas mãos, uma com garfo e outra com colher. No início é estranho, mas depois você se acostuma.

Como ainda tínhamos tempo, ele levou a gente para conhecer o Wat Benchamabophit que, para nossa alegria, estava repleto de monges rezando. Fomos ver a estátua do Rama V e depois ao Gold Mount. Pare e pasme! É uma montanha construída pelas mãos dos homens. Não existe montanha no centro de Bangkok. Ela é feita de cimento e dá pra ter uma vista panorâmica da cidade, lá de cima.

Bangkok Thailand Wat Benchamabophit Monges vdt
Bangkok Thailand Rama V vdt
Bangkok Thailand Gold Mount vdt

Por fim, fomos para Kanchanaburi, interior da Tailândia e famoso pelas suas belezas naturais. Pra entrar de vez na cultura tailandesa pegamos um songthaew pra chegar da rodoviária até o hotel. É tipo um “táxi” que cabem 5 pessoas no estilo caçamba de caminhonete com banquinhos.

Bangkok Thailand Sangthaew vdt

E daí aquela famosa história, barganhe! O preço inicial dele era 80THB pra cada um, ou seja, a viagem custaria 160THB. Barganha vai, barganha vem e fechamos com ele por 70THB os dois!

1º dia: Entrando na onda de Bangkok

Pra começar, o Hostel que escolhemos é bem maneiro! O Here Hostel é super completo! Quarto bom com bunkers bem privativos, banheiros limpos, ambiente externo, computador disponível, café da manhã incluso e bem servido, bem localizado (dá uns 15 min andando até a famosa Khao San Road)… e um escorrega! Sim, um escorrega pra descer do andar dos quartos até a recepção!

Roteiro do dia:

  1. Sanam Luang: um parque que já serviu de muita coisa: local para cerimônia de cremação da membros da família real, campos de plantação de arroz pra família real, para criação de cavalos, campo de golfe, chatuchak Market… Hoje é utilizado apenas para cerimônias e rituais importantes. Localizado ao norte do Grand Palace, é um grande campo gramado com nada! hahahaha.
  1. Wat Pho ou o “templo do Buda Reclinado” possui um Buda gigante reclinado, feito de ouro, medindo 46m de comprimento por 15m de altura. O pé do Buda é todo ornamentado, porém estava coberto por estar em reforma. Wat Pho também é conhecido por conta de sua tradicional escola de massagem tailandesa, então fomos lá aproveitar, já que as dores musculares estavam atormentando, hahaha. E, realmente, a massagem de lá é de outro nível! Sobem em cima de você, usam mãos, dedos, cotovelo, joelho e até os pés pra te massagear.. E dói! Como dói… Mas o resultado é muito bom! Paga-se 42 reais por 1 hora de massagem.
  1. Grand Palace é o principal ponto turístico da cidade. E como todo local muito turístico, sempre tem gente querendo se dar bem, valem algumas dicas:
    • A vestimenta adequada aqui é OBRIGATÓRIA. Se não estiver com a roupa adequada (roupas que cubram os ombros e toda a perna), tem que alugar. Você deixa 200bath lá de reserva e pega de volta quando for devolver a roupa.
    • Evitem ir no fim de semana. É insuportavelmente cheio.
    • Sobre o Grand Palace: foi a residência oficial do reinado da Tailândia do século XVIII à metade do século XX. É aquele local que você fica admirado pela arquitetura, com uma riqueza de detalhes que somente o zoom da câmera consegue capturar.
  1. Wat Phra Kaew fica atrás do Grand Palace e é um dos templos mais sagrados da Tailândia.
  1. Pausa pro almoço no Ta Maharaj. É um shopping a oeste do Grand Palace e do lado do Chao Phraya River. É nesse prédio também que fica o Amulet Market. Depois de almoçar, fizemos gordice e comemos um waffle de banana com nutella, sorvete, chantilly e ovomaltine que não dá pra explicar!!!
  1. Passeio pelo Chao Phraya River: aqui eles tentam te empurrar de tudo. Tour privado de long tail ou até mesmo o boat pra turistas. Mas se não quiser pagar caro (apenas 14bath a passagem), você pode pegar o barco que é usado pra transporte da galera local mesmo. Em volta do rio tem vários pontos turísticos como o Royal Barges Museum, Wat Arun, fish farm no Wat Srisudaram e alguns tours para o floating market.
  1. Wat Arun: é um templo bem famoso por ter uma vista linda no pôr do sol. Também conhecido como “Templo do Amanhecer” ele foi construído no estilo Khmer e possui ornamentos florais em porcelana vitrificada. Ele está sendo todo reformado, mas não deixou de impressionar pela sua beleza.

    De volta ao outro lado do rio, um pequeno descanso no Hostel pra curtir a noite na Khao San Road!

  1. A Khao San Road é cheia de tudo! Lojas, bares, casas de câmbio, ping-pong show, barraquinhas de roupa, tattoo, insetos, bebidas, gás do riso.. E também muito gringo, muito local, crianças, lady boys e muita, mas muita gente alucinada!

    Então, hora de experimentar os bichinhos!!! Comi uns 4 que não sei o que são todos, hahaha. Gafanhoto, lesma e dois outros que não sei o nome, mas tinham asas e um deles um ferrão. E a percepção é que parece tudo camarão! Menos a lesma, essa tem uma textura desagradável, com uma massa seca no meio. O gafanhoto só incomoda quando os pelinhos da perna dele agarram ou arranham. Os outros dois bichinhos são bem crocantes, tinha um que era até saboroso! Ahhahahaha! Mas a melhor pedida foi a Chang, pra ajudar a descer todos os restos mortais! Hahaha

    A última experiência da noite foi o gás do riso. Eles te vendem numa bexiga e você fica “baforando” aquilo. Achei que era placebo da galera, mas realmente dá uma tontura danada! E não tem como não rir da situação. Tem gente que fica mongolóide com isso.

    Vimos muita gente saindo de lá carregado, desmaiado, trocando as pernas e esbarrando em tudo. Não é pra menos, porque os baldinhos de bebida alcoólica aqui custam 200B! Metade do que pagamos na Full Moon party. E ainda tem locais com a promoção: compre 1 bucket e ganhe 1! Hahahahhaha dose dupla de balde!

2º dia: Tradições tailandesas

Se tem duas coisas bem tradicionais por aqui, que a galera local participa mesmo é a Chatuchak Weekend Market e ir ao Rajadamnern (ou Ratchadamnoen) Stadium para assistir as lutas profissionais de muay thai.

Trocando de Hostel, de um bairro pra outro, resolvemos testar o transporte público! As pessoas tentam te ajudar dentro do ônibus, pra ver onde você tem que descer. E pegamos um busão que não tinha ar, tipo ônibus velho, e surpreendentemente, ônibus velho lá é de graça! Sim, você não paga nada pra andar neles. Os que são melhores você paga em torno de 10 a 15B, uns por trajeto e outros preço fixo. Isso equivale à míseros 0,15 centavos.

Pra ir pro Chatuchak, fomos de BTS (Bangkok Skytrain), estilo metrô e você paga por trajeto.

O Chatuchak Weekend Market é simplesmente enorme, gigantesco e sem limites. Juro, o maior Market que fomos nessa viagem… E olha que já teve Street Market que tinha uns 3 km de extensão. Mas esse é sem fim. Daquele nível: impossível fazer em 1 dia inteiro!

Tem gente que vem pra cá comprar e já traz logo uma mala. Lembra bastante o camelódromo do Rio ou a 25 de março de Sampa, com as vielas estreitas e ruas principais bem espaçosas e muita variedade de coisas. Comida, presentes, lembranças turísticas, roupa novas e usadas, bastante falsificação, mas também bastante grife, loja de incenso, souvenir, frutas secas, barraquinhas de sorvete, loja de artigos de luta, loja country, loja de couro, loja de tênis, decoração de casa, loja de prata, pinturas…. E por aí vai. Acredito que não conseguimos ver nem 20% da feira e gastamos lá, pelo menos, 6h!

Os preços não são dos melhores, por isso tem que negociar também. De todos os locais que fomos, o que teve melhor preço foi a Sunday Walking Street, em Chiang Mai.

Mas se procurar e pechinchar consegue bons preços também. Vim na esperança de encontrar o famoso “instant ice cream” aqui, sem sucesso. Mas encontrei um doce que viciei! É o “fresh coconut ice cream“ um sorvete caseiro de coco, dentro do próprio coco (eles raspam pra deixar a carne do coco solta no fundo) e daí tem os toppings pra você colocar. Com o sticked rice (arroz papado) fica absurdamente sensacional!

Depois de lá, de volta ao novo Hostel, o Monomer! Ele fica no bairro de Siam e do lado do BTS. Bem completo também! Café da manhã, camas boas, bem limpinho, área comum com TV e PC. Enfim, os hostels de Bangkok, deram um banho nos demais em termo de estrutura.

Em seguida, partimos pra ver as lutas. Sobre as lutas, as melhores foram as dos pequenos, eles são mais ágeis e mais empenhados. A técnica tá bem apurada e há maior respeito entre eles. A principal luta do noite, disputa por cinturão, foi uma das piores. O atual campeão parecia não querer lutar, ficava provocando o adversário, mas na hora do combate só queria saber de knockdown e clinch.

Muito legal também é ver a tradição das danças de pré-luta. E ainda, como os locais ficam apostando nas lutas. É muita gente apostando!

Outra coisa a saber é sobre os assentos. Existem 3 categorias:

  • Ring side (você senta ao lado do ringue, eu particularmente não acho legal, pois, por mais que esteja próximo à luta, você tem que ficar olhando pra cima e nem tem a visão do ringue todo. É a cadeira mais cara e custa 2000 bath. Nela você só vê turista. É bem engraçado. Parece que as diferentes cadeiras separam o tipo de público.

  • 2nd class: Foi a que escolhemos. Nela você fica de frente pro ringue, na mesma altura dele ou um pouco mais acima. Os locais e apostadores ficam todos aqui. É tanta bagunça deles, pra lá e pra cá, andando, gritando e apostando, que até fizeram uma placa para os estrangeiros sentarem numa ala específica. Hahahaha! Mas como a ideia era se aproximar ao máximo do ritmo local, sentamos no meio deles mesmo. É engraçado que eles vêm logo puxar assunto. Perguntaram onde a gente lutava e que devíamos ir na academia tal pra treinar lá… E blá blá blá… O assento pra estrangeiro custa 1.500B. Não sei quanto é para os locais, mas geralmente tudo pra eles é mais barato.

  • 3rd class: fica lá em cima. Custa 1000B, mas não vale a economia. É bem longe do ringue e ainda tem uma tela que separa a 3rd da 2nd class.

Vimos 9 lutas: 1 vitória japonesa, 1 vitória sueca, 2 knockouts, 1 knockout técnico, 3 vitórias por ponto das equipes do corner vermelho e 1 vitória por virada de pontos de uma das equipes do corner azul.

De volta ao hostel, de busão, pois é bem tranquilo andar à noite na rua, paramos num Street food e comemos aquele Pad thai! Curtindo os últimos dias de sabor tailandês. E sobre as comidas, as melhores são as de rua! Dão um banho, em questão de sabor e preço, nos restaurantes. Vale a pena se arriscar nas barraquinhas.

3º dia: hora de botar o pé no freio e falar sobre a cultura local

Era o penúltimo dia da viagem e amanheceu vagaroso. Com aquela triste sensação de “está acabando”

Então fomos conhecer o bairro em que estávamos: Siam. Um dos pontos turísticos mais famosos dessa região é o Jim Thompson House. Também é um bairro conhecido pelos seus imensos Shoppings como o MBK center, Siam paragon, Siam square e Central World.

Vou confessar que quando li sobre a Jim Thompson’s House não achei que seria interessante. Trata-se da casa de um arquiteto americano que foi pra Tailândia durante a 2ª Guerra mundial, como voluntário à serviço do exército do EUA. Mas como é super bem avaliado nos sites de turismo, resolvemos dar uma chance né?! E super bem merecida, pois o tour é incrível! Você entra de cabeça na cultura local. Incluso na taxa de entrada pra visita à casa, tem também um Tour guiado (em inglês ou francês) que é a razão desse local ser ponto de parada fundamental na Tailândia.

Sobre a Jim Thompson’s House e o próprio.

  1. Jim Thompson construiu 6 casas de madeira, seguindo a arquitetura local, pela Tailândia. Elas hoje, encontram-se todas no mesmo local. Foram desmontadas e trazidas para Bangkok. Uma delas veio de Ayutthaya. A média de tempo que ele gastou pra construir cada casa foi de apenas 6 meses.

  2. A casa fica às margens do Chao Phraya River e do lado oposto ao rio, havia uma vila que fazia seda manualmente. Jim Thompson, após a guerra, ficou famosos por desenvolver o mercado de seda tailandesa manufaturada.

  3. As casas foram construídas em altura elevada, acima do nível do solo. O que é bem comum na Tailândia, para evitar as inundações nos períodos de chuva.

  4. Ele também acreditava no mapa astrológico e era cavalo no horóscopo chinês. Pra esse signo, dizem que deve-se tomar cuidado quando completar 61 anos de idade, pois é o ano da má sorte. E curiosamente, foi quando ele desapareceu, na Malásia. Existem diversas teorias e crenças pra isso. A mais aceita é que tenha tido algo a ver com a sua participação na guerra. Já que no mesmo ano, sua irmã que residia nos EUA, também desapareceu.

  5. A casa foi construída seguindo diversas tradições tailandesas, como: a separação de um cômodo pro outro tem sempre um degrau elevado, a decoração possui artigos da Tailândia e Burma, porcelanas chinesas… Você percebe que tudo foi pensado nos mínimos detalhes.

Aprendizados sobre a cultura local:

  1. Tirar os sapatos para entrar nas casas: costume muito tradicional nos países orientais. O hábito existe para que você não leve as impurezas da rua para dentro de casa. Outro motivo é que as mesas de refeição são no chão ou bem próximos a ele (assim como as camas). Então seria falta de higiene sujar a área que você come ou dorme com impurezas externas.

  2. O degrau elevado nas portas: para tal existem vários motivos. Religiosamente, acredita-se que os espíritos do mal só conseguem se locomover encostados ao chão. Então, quando chegassem a esse degrau na porta, não conseguiriam entrar (e é por esse motivo que em todos os templos esse degrau é presente). Outro motivo é que, como as casas são elevadas, pra evitar as enchentes, seria um método de segurança para que os bebês não caíssem lá de cima.

  1. Pisar nesse degrau traz má sorte: tradição local, não deve-se, em hipótese alguma, utilizar esse último degrau. Você tem que pulá-lo, pois acreditam que pisar nele traz má sorte. De onde surgiu essa crença? Aquele típico medo que os pais colocam na criança pra que ela evite de cair ou fazer besteira. A melhor forma de convencer é por meio da crença, já que eles são muito religiosos.

  2. Sobre as imagens de Buda, 2 são bem famosas: uma com apenas a mão direita assim ✋ significa “stop the war” e outra com as 2 mãos pra frente ✋✋ que significa “stop the ocean” muito utilizada para proteger a casa ou região de tsunamis. Como já havia falado, não é correto para o budismo, você comprar imagens de Buda para decoração. Mas Jim Thompson não era budista, era apenas um colecionador. Então, pela sua casa, existem diversas imagens e esculturas de Buda.

  3. As porcelanas são geralmente chinesas. E elas são originais, quando trabalhadas nas cores, preta, branca, vermelho, amarelo e verde.

  4. Tradicionalmente os tailandeses dormiam no chão. Não usavam colchão, pois o colchão esquenta e aqui já é bem quente. Hoje em dia, já dormem em camas, já que o uso do ar condicionado se tornou comum.

  5. Imagens ou esculturas de Budas com os olhos puxados e pra cima (partindo do centro do nariz e esticados subindo em direção a orelha) provavelmente são de artistas chineses, por conta do olho do chinês ter essa característica. Tá aí uma dica pra quem vive dizendo que chinês e japonês é tudo igual. Ahhahahaha

  6. Falando em diferenciação, uma dica dada pela nossa guia é que pra saber se um móvel ou item de decoração é tailandês, basta ver a pintura. Se a pintura for dourada, 50% de chance de ser tailandesa (pode ser de Myanmar também). Daí basta ver o que está pintado. Se tiver figuras meio humano, meio animal, é 100% tailandês. Caso contrário, tem que perguntar pra quem entende mesmo, ahahahhaha.

Saindo de lá, seguimos para o MBK Center, gastar os bahts que nos sobraram e ver como existem produtos e serviços que a gente nem sonha em ter no Brasil. Os preços são bem altos, até porque é um Shopping. A única coisa que é mais barata aqui, são as roupas de recordação do país.

O Central World foi o nosso ponto de encontro com o Vara. Dia de jantar de despedida e aproveitar pra conhecer o primo Ken! Juro! Ele tem 24 anos (com carinha de 16), já é formado em medicina e estudou/morou 6 anos na China!

No Central World tinha uma loja de esportes em promoção e não aguentamos! Compramos o Nano 5! Ahahhahaha! Menos da metade do preço que pagaríamos no Brasil. Não tinha como… Hahahaha

Também fomos ao mercado, porque o Vara nos falou que vendiam Pad thai semi-pronto, tipo miojo de pad thai. E porque não trazer essa delícia pra casa, né? E ainda fizemos a festa nas vodkas locais.

E como já era final de novembro e estavam em ritmo de Natal, com tudo enfeitado, a noite é um show de luzes!

O Vara nos falou também que existe um Shopping ali perto que é muito barato. Tipo, tão barato que as pessoas vêm de outros países comprar sacos e mais sacos de roupas para vender em seus países. Não tivemos tempo de ir lá ver, mas fica a dica pros comerciantes de plantão.

No fim das contas, a missão é fazer caber tudo dentro das malas! Hahahahah

Último dia: fazer as malas e rumo ao aeroporto

Como o voo era 12h20, teríamos que chegar no aeroporto por volta das 10 h, e pra ir de Airport Rail link demoraríamos em torno de 1 hora… Mas vale a pena, pois o translado demora quase a mesma coisa que de táxi e o preço foi apenas 5 reais… Direto do hostel para o aeroporto.

E dá-lhe 11 horas de voo até Amsterdã! E de lá, mais 13 horas até o Brasil. Essa viagem enorme é boa pra colocar o sono em dia!

O valor da viagem

Eu viajei em novembro de 2015 e nessa época o dólar estava R$ 3,89. A cotação que paguei foi 1 USD = THB 35,38 / 1 BRL = THB 9,10 (no post vou representar apenas pela letra B). Ou seja, para transformar para real, basta dividir o valor em baht por 10. Vai dar aproximadamente o valor em real.

Dito isso, os gastos totais foram (valores em dólares e referentes a gastos de 2 pessoas):

  • $ 74 com alimentação
  • $ 98 com hospedagem
  • $ 357 com compras
  • $ 9 com deslocamento
  • $ 55 com passeios/turismo
  • $ 33 com outros gastos

TOTAL para 2 pessoas: USD 625

TOTAL para 1 pessoa: USD 312,50

Comidas e Bebidas em Bangkok

Não tem como falar de comida na Tailândia e não pensar em Pad thai (veja esse post e aprenda a fazer pad thai tradicional na sua casa)!

Da mesma forma que não tem como falar de bebidas, no quesito bedida alcoólica e não falar dos famosos baldinhos e também da cerveja Chang!

Então vamos lá. A culinária tailandesa é bem marcada pelo tempero picante, pelos noodles (macarrão) e qualquer derivado de coco. Eu aaaaamo coco! E tenho que confessar, suco de coco igual ao que tomei lá, não tem igual! Eles batem a carne do coco com a água, mas fica tão gostoso, mas tão gostoso que parece que leva mais coisa! =O

Mas nem só de comidas tradicionais vive Bangkok. Muito pelo contrário! Assim como toda cidade grande, você encontra uma enorme variedade de culinária internacional. Os preços são geralmente altos para os padrões tailandeses, mas baratos para os padrões internacionais.

Dá para comer uma boa refeição por 300B, apesar de em alguns restaurantes (como os de hotéis) é possível pagar facilmente 10 vezes esse valor. Mas pra quem estiver com orçamento apertado, é possível encontrar refeições por apenas 50B (o preço que pagamos no nosso primeiro Pad thai e meega caprichado!)

Segue uma pequena listinha do que experimentar:

  • Pad Thai: prato mais tradicional de macarrão de arroz, pasta de tamarindo, camarão, amendoim, pimenta, ovo, e mais um montão de coisa;
  • Tom Yam Kung: uma sopa extremamente picante! Extremamente mesmo, daquela que você até tosse quando toma a pri