*dados de 16/03 por NHK - tóquio

Não se fala em outra coisa, que não o Coronavírus. O Vida de Tsuge também embarcou nessa e resolveu abordar o tema, falando da importância de ficar em casa, o chamado “distanciamento social” ou “isolamento social” e como os países que adotaram previamente essa estratégia, como o Japão, conseguiram controlar, e muito, a propagação da doença.

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A reportagem da BBC, em 14/03/2020, mostra que o Japão é um dos países com um ritmo de disseminação mais lento comparado aos 117 países e territórios, onde existe a doença, segundo a OMS.

O Japão registrou até o dia 16 de março, 804 casos de coronavírus com 24 mortes. Hokkaido é a região japonesa mais atingida (mais fria) com 148 casos. Além disso, houve 712 infectados do navio Diamond Princess, com sete mortes. Com estes números, o Japão tem uma média de mortalidade menor do que a média mundial, que é de 3,9%, embora tenha sido um dos primeiros países a ter casos de coronavírus . E por que a velocidade da disseminação da doença foi menor?

Como tudo no Japão é feito de forma preventiva, a estratégia inicial tomada pelo governo japonês, foi de contenção e prevenção e rapidamente, tomou medidas de “distanciamento social”, do início de março até abril. Tudo o que implicasse em aglomeração, foi cancelado. Colégios, empresas, eventos, visitações, pontos turísticos, foram fechados. Outras atividades estão sendo feitas de casa ou funcionando com o mínimo de contato humano. Com isso, o número de casos passou de 1 em 16 de janeiro para apenas cerca de 480 em 9 de março.

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Uma outra estratégia adotada foi o fechamento à entrada de estrangeiros, vindos da China, Coreia do sul, Itália e Irã. O governo japonês planeja ampliar a restrição para outros países da Europa.

Covid-19: Saiba por que ficar em casa é a melhor forma de proteção e de não propagação da doença

O artigo da Revista Galileu, mostra como é importante é inibir o crescimento de casos de Covid-19:

Para isso, uma das medidas tomadas em diversos lugares, incluindo o Brasil, é o chamado “distanciamento social”, que consiste no fechamento de estabelecimentos e no banimento de eventos onde existam aglomerações sociais, além de evitar cumprimentos e manter-se distante 2 metros da outra pessoa.

Isso significa que ficar perto de quem está doente aumenta as chances de ser infectado, pois, além de ficar no ar, os microrganismos sobrevivem até três dias em diversas superfícies. Logo, tocar em locais contaminados e depois levar a mão à boca ou aos olhos pode causar infecção.

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Como as pessoas têm dificuldade de aceitar esse isolamento, os governos fecham os locais públicos, para que as pessoas não tenham como se aglomerar. Claro que o problema é mais complexo, mas essas medidas já ajudam muito. Se o shopping estiver fechado, as pessoas acabam ficando em casa. Não levo em consideração aqui fatores pessoais como imunidade e doenças pré-existentes.

Se o virus não é tão letal, por que essas medidas tão restritivas?

Se as pessoas simplesmente respeitassem todas as recomendações, seria mais fácil. Essa medida de manter as pessoas em casa, diminui a propagação da doença, que diminui a corrida aos hospitais, que diminui o risco de contaminação dos pacientes não infectados, pois qualquer aglomeração é um ambiente propício para aumentar cada vez mais a contaminação. Imaginem a cena de vários doentes (que tem suspeita de ter o coronavírus), indo ao hospital ao mesmo tempo que as pessoas que não estão infectadas?

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A grande questão preocupante, além da rápida disseminação do Covid-19, é que a capacidade de atendimento do sistema de saúde nos países, se mostrou insuficiente. Quando aumenta o número de infectados, aumenta o número de doentes graves também. No pior estágio da doença, que causa insuficiência pulmonar, muitas vezes o doente precisa ser entubado (respirar com ajuda de aparelhos) e o hospital sem leitos suficientes, não dá o tratamento adequado e a pessoa pode morrer.

Hábitos do dia a dia da vida do japonês, contribuíram para controlar a contaminação

Para o japonês, algumas medidas para não pegar a doença, já faz parte da vida deles e não tiveram dificuldade de adotar. Não se cumprimenta com beijo e abraço; usam lenços umedecidos para limpar as mãos e o rosto, a todo momento; usam máscaras quando estão resfriados ou com alergia.

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Ao contrário do que se faz em outros países, o japonês usa máscara para não infectar os outros, por respeito ao próximo e não para se proteger. Aliás, a preocupação com o coletivo, é que faz o Japão ser exemplo, até nessa pandemia.

E para evitar histeria coletiva, leia, cheque a fonte e não saia acreditando em tudo. Pesquise, pois até os melhores jornais, erram! Então, #ficaadica para se proteger:

  • LAVE AS MÃOS COM SABÃO, SEMPRE!
  • SEMPRE LAVE AS MÃOS COM SABÃO!
  • Na falta do sabão, use álcool gel 70%. NÃO serve outro álcool.
  • Só saia de casa em último caso. Evite abraçar, beijar, tocar. É através da secreção contaminada, gotículas de muco e saliva (tosse, saliva, espirro, falar perto, beijar), que a doença se espalha. Só use máscara se você estiver infectado, entendeu?
  • EVITE CONTATO! Quanto mais longe das pessoas, neste momento, melhor!

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Você gosta de cultura japonesa?

Aproveite o estado de quarentena para aprender ainda mais sobre essa cultura fascinante, sem sair de casa!

Assista as lives que rolaram sobre Coronavírus COVID-19 e sobre produtividade em casa durante o período de quarentena:

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