Saiba o que rolou no Rio Matsuri 2020

Entre os dias 17 e 20 de janeiro de 2020, aconteceu a 3ª edição do Festival Rio Matsuri. O Riocentro mais uma vez, abrigou este festival que traz para o público, a gastronomia, cultura, J-pop, oficinas, workshops, arte, música, danças e esportes, tudo relacionado ao Japão.

Muitos shows e atividades para todos os gostos e, a cada ano, a presença do público jovem aumenta, devido as atrações relacionadas à cultura otaku e geek

Mais da metade dos estandes do festival, foram dedicados ao anime, cosplay, mangá, HQs, games, jogos de tabuleiros, card games e tudo o que era relacionado a esses assuntos, inclusive o desfile de cosplayers. Dentro deste universo, atores do Flashman, Black Ranger, cantores de anime, dubladores de personagens de animação, se apresentaram no palco e o público, de várias gerações, curtiram igualmente esses personagens atemporais.

Teve pista de skate assinada por Bob Burnquist, museu do surfe e muro de escalada do lado de fora do pavilhão e duas tendas para beisebol, onde você rebatia as bolas lançadas.

Logo na entrada, a decoração tinha um clima bem japonês com jardins japoneses e árvores de cerejeiras e símbolos da cultura japonesa como o kokeshi, samurai e uma ponte icônica.

Do lado esquerdo da entrada, estava o Consulado-Geral do Japão, com a exibição de Paro, um bebê foca robô, que interagia com as pessoas e se movimentava conforme o carinho que recebia. Apaixonante!

Paro é um robô usado em terapias para crianças e idosos e foi eleito pelo Guinness Book, o melhor robô terapêutico do mundo. Seguindo em direção ao palco, você encontrava uma oficina de bonsai e um espaço representando as Olimpíadas de Tóquio 2020, com vídeos, informações e totens para tirar fotos.

O que rolou no palco do Rio Matsuri 2020 esse ano?

O Palco Japão apresentou shows típicos, sem muita novidade da edição anterior. Um dos mais esperados, foi o concurso do Miss Nikkei Rio de Janeiro, que elegeu a nippo-descendente mais bonita do Rio, para representar o estado no concurso nacional, que ocorrerá em São Paulo no mês de julho.

Shows de taiko com o Rio Nikkei Taiko, da Associação Nikkey do Rio de Janeiro (aliás, se você quiser aprender taiko, acesse o site) e do grupo Wakadaiko da ACEMA em Maringá.

Outras atrações que animaram bastante foram as dança Awa-odori, dança Yosakoi, música, cantores e atores de personagens de mangá e anime. A atração internacional esperado do último dia foi Tsubasa Imamura, cantora japonesa que ficou famosa cantando música brasileira, principalmente MPB.

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O palco ficou ao lado do tatame de artes marciais e senti falta de maior privacidade entre as atrações. O som do palco, abafou um pouco do encanto das apresentações de artes marciais: karatê, aikidô e judô, que tem no Kiai um elemento da luta. "Kiai" é um termo de artes marciais japonesas que se refere à exteriorização da energia corporal.

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Atrapalhou também os outros workshops, principalmente o de bonsai. Então, fica a dica para o próximo evento (novamente! no ano de 2019 também percebemos esse mesmo ponto de melhoria): o som muito alto no palco e um melhor isolamento acústico dele.

Além disso, desde a primeira edição venho falando da falta de interação do apresentador com o público e o contexto do evento. Não é só apresentar as atrações.

Embora o Kendi Yamai seja um excelente host, falta trazer um pouco mais da cultura japonesa, de trazer assuntos que conectem a apresentação do momento com o aspecto cultural apresentado. Quando o festival do Japão era no Flamengo, era bem mais interativo e animado, além do apresentador daquela época, Nobuhiro Hirata, ser um ótimo cantor de música japonesa.

Você gosta de cultura japonesa?

Existe uma forma de ter o Japão (e a cultura japonesa) mais perto de você todos os dias!

E em relação à cultura japonesa, quais foram as atrações mais tradicionais?

Fomos no último dia e algumas barracas de comida e de produtos, já tinham alguns desfalques. Nada que impactasse o festival em si.

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Como no festival passado, a parte de trás do pavilhão fica ladeado por barracas de comidas tradicionais e no meio, estandes diversos de produto orientais desde comida a vestuário. Parecia até as lojas do bairro da Liberdade em São Paulo. As artes e cultura japonesas, ficaram por conta das oficinas de shodō, origami, pixelart, oshibana e Cerimônia do Chá, todas oferecidas pelo ICBJ – Instituto Cultural Brasil-Japão, que fica no Centro do Rio. Teve também o Workshop de mangá do Fábio Shin, o palco Otaku com filmes de animação e no estande da Zion, games online.

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A minha percepção é de que não foi muito diferente do Rio Matsuri de 2019, mas foi um festival muito voltado para as comunidades otaku, geek e nerd, com cosplayers circulando pelo pavilhão e menos festival de cultura japonesa, como era no Flamengo. Senti falta de maior divulgação sobre as palestras e contextualização das oficinas e workshops, com a história do Japão.

Mas, em compensação, a entrada foi mais rápida para quem comprou ingresso online e o espaço na praça de alimentação foi maior. Tive a impressão de que as barracas de comidas típicas diminuíram de tamanho. Será? Para quem não foi, perdeu um evento bem legal. Para quem vai todos os anos, o formato não trouxe muitas novidades.

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